BAIXE AQUI: História do Contato Improvisação
Trabalho desenvolvido por Fernando Neder para a disciplina "Evolução da Dança", no curso de Licenciatura em Artes Cências da UNIRIO.
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O CONTATO IMPROVISAÇÃO é uma técnica surgida nos EUA no início dos anos 70, no marco da dança pós-moderna, e logo amplamente disseminada fora do âmbito artístico por vários países do mundo como uma nova “dança social”.

        Baseia-se no toque e na expansão das percepções para o desenvolvimento de um diálogo físico, profundo e espontâneo.

        Em sua origem, e ainda hoje nas abordagens mais “puras”, fez-se necessária a dessexualização do toque, pois propõe um nível de envolvimento físico de grande intimidade. O foco está no aumento de possibilidades do sentido do tato como orientador do movimento, facilitador da entrega e potencializador de níveis mais sutis de comunicação não-verbal. Isso requer que você reconheça a identidade e integridade do outro, a partir da “escuta corporal”.

É certo que todos temos um corpo, mas temos limitada consciência dele.

 Não importa qual seja o sexo ou a condição do corpo, pois a técnica não é muito estilizada, nem muito rígida em sua fórmula. Não é sobre quão rápido, alto, forte, flexível o indivíduo pode ser, não é esse o ponto.  O ponto está na qualidade de uma parceria, não na quantidade.

 

ACESSIBILIDADE

 

A partir do Contato Improvisação foi criado por Alito Alessi (EUA), presente no Contact in Rio 2010, a técnica “DanceAbility”, utilizada por ele e outros professores no Festival na inclusão de portadores de deficiência através da dança.

A cada edição, convidamos professores para ministrar oficinas dirigidas a portadores e não portadores de deficiência, para acolher no Festival pessoas  com todos os tipos de habilidades motoras e fisicas.

 

DERMOCRATIZAÇÃO

Uma das premissas básicas do Contato Improvisação é: "Qualquer corpo pode dançar".

Com essa técnica aprendemos que não há corpo que não tenha suas limitações, mas elas não serão impedimento para a dança.

A dança no Contato Improvisação, não se foca na habilidade, força ou flexibilidade de um corpo, mas na qualidade da escuta num dueto.

No último dia do Festival os integrantes das oficinas vão às ruas, dançando pelas calçadas, no metro, no calçadão da praia, conduzidos pelos professores, culminando numa performance e jam de improviso aberta à participação do público.